Checklist de migração de plataforma de automação: o que exportar, em que ordem migrar e como evitar apagão de vendas.
Migre em quatro etapas: inventário do que roda hoje, exportação de contatos e histórico, reconstrução dos fluxos críticos na nova ferramenta e período de operação paralela antes de desligar a antiga. O risco maior da migração não é perder dado, é ficar sem fluxo de recuperação rodando durante a troca.
O inventário que evita surpresa
Antes de exportar qualquer coisa, liste o que está rodando: fluxos ativos, gatilhos, integrações com checkout, templates aprovados e segmentações em uso. Boa parte do que quebra numa migração é justamente o que ninguém lembrava que existia e só aparece quando para de funcionar.
Fluxos antigos costumam continuar ativos em silêncio. Um inventário escrito revela o que é essencial, o que é redundante e o que pode ser aposentado na troca.
As integrações merecem atenção especial, principalmente os webhooks do checkout, porque são eles que alimentam os fluxos de recuperação.
A ordem de migração que reduz risco
Migre primeiro os fluxos de maior receita: recuperação de carrinho e pagamento. Depois a resposta ao lead novo, depois nutrição e por último o que é sazonal. Assim, se algo falhar, falha no que tem menor impacto imediato, e não no que traz caixa.
A tentação é começar pelo mais fácil. O problema é que o mais fácil costuma ser o menos crítico, e o essencial acaba migrado às pressas no fim do prazo.
Operação paralela por algumas semanas é o que garante segurança. Ter os dois ambientes ativos custa um pouco mais, e evita o apagão que custa muito mais.Etapas da migração
| Etapa | O que fazer | Cuidado principal |
|---|---|---|
| 1. Inventário | Listar fluxos, gatilhos e integrações | Fluxos esquecidos que ainda rodam |
| 2. Exportação | Contatos, segmentações e histórico | Consentimento e formato dos dados |
| 3. Reconstrução | Refazer os fluxos críticos primeiro | Templates que precisam de nova aprovação |
| 4. Paralelo | Rodar os dois por algumas semanas | Mensagem duplicada para o mesmo lead |
O que você não deve levar na mudança
Não migre o que não funciona. Migração é a melhor hora para aposentar fluxos que ninguém acompanha, listas sem consentimento válido e segmentações criadas para uma campanha antiga. Levar lixo para a casa nova só transporta o problema.
Contatos sem opt-in claro são o item mais sensível. Manter base sem consentimento válido cria risco jurídico e prejudica a qualidade do número.
Fluxos sem métrica também devem cair. Se ninguém sabe dizer quanto aquele fluxo gera, ele não merece o esforço de reconstrução.
Vou perder o histórico das conversas?
Depende do que a ferramenta atual permite exportar. Faça o inventário e o teste de exportação antes de contratar a nova.
Quanto tempo leva uma migração?
Varia com a quantidade de fluxos. O que costuma alongar não é a exportação, é a reconstrução e a reaprovação de templates.
Preciso avisar minha base?
Não é obrigatório para uma troca interna de ferramenta, mas o consentimento precisa continuar válido e registrado.
Posso desligar a ferramenta antiga logo?
Evite. Rode em paralelo por algumas semanas e só desligue quando os fluxos críticos estiverem provados no ambiente novo.
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